Pérolas infantis

Sempre tive vontade de colocar aqui algumas pérolas que sempre acabamos por ouvir das crianças. Infelizmente por não ter como anotar quando a criança fala sabiamente, acabo por esquecer. Porém uma pérola que jamais esquecerei aconteceu a cerca de 5 anos atrás.

Em um momento de faz de conta, onde uma linda aluna minha brincava de boneca, percebi que ela chacoalhava sua “filha” impacientemente no colo; curiosa acabei por perguntar : – O que foi que aconteceu que você está assim nervosa? – Ah tia, é que meu namorado saiu pra comprar cerveja e ainda não chegou. – Ah tá, mas porque você precisa dele com tanta pressa? – Ah é que eu preciso ir pegar minha bolsa família…

Bem, nem preciso dizer que ri tanto que cheguei a chorar! Por isso quero deixar aqui algumas pérolas infantis que colhi pela net. Espero que gostem !

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Uma noite dessas, eu estava no carro, voltando para casa, quando minha filha decide abrir o vidro.
 – Laninha, não abra o vidro que pode vir algum trombadinha.

– Mamãe, trombadinha é elefante, né?

(Alana, 4 anos)

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– Mãe, hoje você vai ao médico?
– Vou ao cardiologista. É um médico que cuida do coração, filho.
– Hum… Mãe, eu não quero que você morra.
– Por quê?
– Quem é que vai desenhar os carros para eu pintar?
– Só por isso você precisa de mim, Pedro?
– Claro que não, mãe. São várias coisas também, mas fazer os desenhos é o principal motivo.

(Pedro, 5 anos)

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– No estacionamento do shopping:
-Henrique, é difícil manobrar esse carro. Você deveria instalar um sensor de ré.

Ao que a Nina interveio:

– Mas já tem, mamãe.
– Não, filha. Só tem no carro da mamãe. Nesse aqui não tem.
– Tem, sim. Você, que fica falando: “já deu, deu, deeeu, deeeeeeeeu”.
(Nina, 7 anos)
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Ao buscar meu irmão na escola, a professora disse que tinha deixado um bilhete no caderno dele para mostrar para a minha mãe.
Chegando em casa vi que o bilhete estava todo pintado de preto e questionei:
– Arthur, por que você pintou o bilhete? Nem consigo ler.
– Jessica, minha mãe disse que não queria mais ver bilhete nenhum no meu caderno.
(Arthur, 5 anos)

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Fui à feira com minha filha e perguntei ao feirante:

– Moço, quanto custa a caixa de fruta do conde?
– Quinze reais.
Minha filha olhou pra ele e perguntou:
– E sem a caixa?
(Laura, 6 anos )
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Clara estava assistindo TV e viu um depoimento de uma mãe logo após o parto, que dizia: “Não sabia que seria tão fácil”.
Clara retruca:
– Você não viu nada, minha filha. Deixa crescer para ver o trabalhão que dá.
(Clara, 5 anos)
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– Hoje eu vendi duas pulseiras. A maior eu cobrei R$ 0,50 e a menor R$ 1,00.
– Lara, você precisa cobrar mais na maior do que na menor.
– Eu fiz isso! Cobrei 50 que é muito mais do que 1.

(João Henrique, 7 anos)

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O meu primo André tinha um cachorro que morreu. Seu vizinho, Lucas, apesar de gostar e brincar muito com o cachorro, acompanhou o enterro do animal sem demonstrar tristeza alguma. Tempos depois, o Lucas chegou todo empolgado:
– Olha, André, agora eu também tenho um cachorro.
– Nossa, que legal! Mas, eu não tenho mais cachorro, o meu morreu, lembra?
E o Lucas questionou:
– Mas você plantou ele naquele dia e até hoje ele não nasceu!?
(Lucas, 4 anos)
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– Filho, o que teve na escola hoje?
– Aula de ciências, mãe. A gente aprendeu sobre as partes íntimas do homem e da mulher.
– E aí?
– Minha infância acabou!
(Lucas, 11 anos)

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Alice é muito parecida com o pai. Achamos uma foto dele criança e ela olhou para foto e ficou apavorada:

– Mãe, eu já fui menino!
Eu disse:
-Não, esse é o papai quando era criança.
Ela pôs a mão na boca:
– Meu Deus, ele já foi menina!
(Alice 4 anos)
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Elisa não queria comer cenoura, então a Fefê disse:
– Elisa, sabia que a carrot faz você pretty?
E a Elisa respondeu:
– Ela não é magic!
(Fefê, 9 anos e Elisa, 4 – brasileirinhas sendo alfabetizadas nos EUA)

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Estava falando sobre meu dia com minha esposa e num certo momento disse:
– O cara é f*#@!
Passado alguns momentos minha filha que estava por perto veio até nós, jogou um brinquedo no chão e disse:
– É f*#@, pai!
Minha esposa para contornar a situação perguntou:
– É fralda, filha?
– É, f*#@ pampers!
(Pietra, 3 anos)
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– Mãe, lobo existe mas ‘”zomem” não, né?

(Clara, 5 anos)

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– Filho, na sua escola servem tomate cereja?
– Não, lá só tem tomate adulto.
(Lucas, 5 anos)

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 Lis entrou no banheiro para escovar os dentes justo na hora em que o irmão mais velho estava tomando banho e saiu dizendo:
– Vi Kael pelado, mas não vi suas partes rítmicas.
(Lis, 7 anos)
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– Eu sei o que é preconceito. É quando um moço bota uma água suja no coração dos meninos.

(Davi, 3 anos)

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Isabelli começou a gaguejar e a psicóloga da escolinha nos disse que ela só gaguejava quando ficava nervosa e ansiosa para falar. Orientou que quando gaguejasse deveríamos pedir que se acalmasse e começasse a falar de novo.
No outro dia ela gaguejou, e eu disse:
– Belli, calma. Fale devagar.
– Mas eu não tô cacarejando.
(Isabelli, 4 anos)
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– Mãe, eu quero ter um irmãozinho do meu tamanho.
– Mas ele vai nascer pequenininho, vai fazer cocô, xixi na fralda.  E a escola a mamãe não vai conseguir pagar para os dois. Vocês terão que estudar em outra escola, que a mamãe não precisa pagar.
– Não, mãe! Eu fico na minha escola, que você consegue pagar e você coloca ele na outra, que não precisa pagar. Assim dá.
– Não filho, quando a gente tem dois filhos, tem fazer tudo igual para os dois. Se a mamãe não tiver dinheiro para comprar dois brinquedos, não compra nenhum. E os seus brinquedos você também teria que dividir com seu irmãozinho, para os dois brincarem juntos.
Ele parou, pensou e disse:
– É… eu acho melhor primo mesmo.
(Léo, 5 anos)
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A Vitória estava discutindo com a mãe porque queria brincar por mais tempo. A mãe se exaltou e disse:
– Vitória, não! Você sabe por que eu brigo com você, filha?
A menina calmamente respondeu:
– Sei, mãe. Porque você é… como fala? Problemática.
(Vitória, 5 anos)
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Estávamos vendo fotos antigas da família:
– Mãe, quem era aquela garota abraçada com o meu pai?!
– Eu, Juan.
– Não, mãe, eu estou falando da magra!
(Juan, 6 anos)
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– Mãe, por que você corre na esteira todo dia?
– Pra ficar mais bonita, filho.
– Mãe, não está dando certo. Você sai daí toda vermelha e suada. Você é muito mais bonita antes de subir na esteira.(Arthur, 5 anos)
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No dia das crianças, Bia ganhou um telescópio de brinquedo.
Esperamos anoitecer e fomos para o quintal ver as estrelas e a lua. Ajustei tudo, e a vista era mínima. Ela olhou e disse com uma voz meio decepcionada:
– Mãe, nem dá para ver as galáxias!
– Claro né, filha?! É um telescópio de brinquedo. Para ver as galáxias tinha que ser um igual ao da NASA.
Ela pensa por uns segundos e diz com toda naturalidade:
– E tem como comprar um desses parcelado?
(Bia, 9 anos)
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A tia explica para o Bruno a idade que ele precisa dizer que tem para não pagar a tarifa do ônibus:
– Se alguém perguntar, você tem cinco anos, ok?
Eis que o cobrador pergunta:
– Quantos anos você tem?
– Cinco.
– E quando você faz seis?
– Quando eu descer do ônibus.
(Bruno, 6 anos)
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– Papai, eu não vou mais usar chupeta e nem tomar leite na mamadeira. Eu já não sou mais bebê.
– Luísa, meus parabéns! Isso é muito legal. Você decidiu isso agora?
– Sim! Tá na hora de eu mudar de vida.
(Luísa, 3 anos)
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Na saída da escolinha:
– Amanda, porque você bateu no amiguinho?
– Porque ele me provocou.
– E o que foi que ele disse que te provocou?
– “Não doeu”.
(Amanda, 4 anos)
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Estávamos conversando sobre os desfalques do Palmeiras, quando o Matheus disse:
– Tia, tudo mercenário! Primeiro, foi o Chico Xavier e agora o Alan Kardec.
– Calma, Matheus. Você está misturando religião com futebol. Alan Kardec está certo, mas o outro foi o Cleiton Xavier.(Matheus)
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– Como foi a festinha, Guga?
– Ah mãe, foi boa. Mas coitado do Pedro.
– Por quê?
– Porque ele tem aquela doença que não pode comer doce… a “diabólica”.
(Gustavo, 4 anos)
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Visitando a casa de amigos da família, Lúcio pediu para ir ao banheiro. A mãe o acompanhou e esperou. Depois de alguns segundos sentado no vaso sanitário e nada acontecido, ele falou:
– Sabe mãe, a vida prega peças na vida da gente. Eu pensei que fosse cocô, mas era só pum.
(Lúcio, 6 anos)
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João brincando de lanchonete:
– Mãe, o que você vai querer?
– Um cachorro-quente, por favor.
– E você, pai?
– Um x-tudo.
– Tudo não, tem que deixar para os outros também.
(João, 4 anos)
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Lauren termina de jantar e imediatamente me pede um biscoito.
– Lauren, dê um tempo para o seu cérebro assimilar a comida. Em 5 minutos te dou um biscoito.
– Ahhh, eu odeio meu cérebro!
(Lauren, 5 anos)
Para ver mais, acesse:  http://www.frasesdecriancas.com/
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